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Maçonaria e Fé Cristã são compatíveis?

Tenho ouvido e visto algumas críticas à Maçonaria por alguns cristãos! Tenho visto também algumas pessoas defenderem a Maçonaria, princi...

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Tenho ouvido e visto algumas críticas à Maçonaria por alguns cristãos! Tenho visto também algumas pessoas defenderem a Maçonaria, principalmente dizendo que ela não é uma religião e que é sim possível um cristão em geral ou um evangélico em particular ser maçom e desenvolver seu ministério, seja pastoral ou não, na igreja em geral! Pois bem, segue a minha humilde opinião! Adianto que este artigo não tem a pretensão de mostrar como surgiu a Maçonaria. Ouça a palestra do Pastor Natanael Rinaldi e saberá que quem criou a maçonaria foram dois pastores congregacionais e quem trouxe a maçonaria para o Brasil foi um reverendo presbiteriano e quem escreveu o primeiro estatuto maçônico no Brasil foi outro reverendo presbiteriano. Também não preciso dizer que existem muitos evangélicos professos que são maçons! Também não quero criticar quem é maçom, pois se creio que as pessoas são realmente livres, elas têm a liberdade de fazer o que quiserem! O problema é se isso é coerente biblicamente ou se é permissível biblicamente!
Depois de ler sobre o assunto e ver alguns cristãos defenderem a maçonaria posso me posicionar dizendo: Sim, a maçonaria é uma religião secreta, sincrética e ocultista. Ainda seus ex-membros revelam, confirmando o mesmo. A maçonaria é uma religião sincrética. Eles cultuam a um deus chamado GADU, independente da religião que a pessoa pratique fora da maçonaria. Seria mais ou menos a ideia de que todos os deuses de todas as religiões são apenas personificações deste “deus verdadeiro” da maçonaria chamado GADU. Para começar, sabe o que a pessoa tem que dizer para entrar na maçonaria?
“Sou um profano, estou em trevas e preciso da luz da maçonaria.”
Imagine um cristão dizendo isso… ele jogou o evangelho na lama! O maior líder maçônico de que se tem notícia era Albert Pike, que era satanista e dizia:

“Para vocês, Soberanos Grandes Inspetores Gerais, nós dizemos isto, que vocês podem repetir para os irmãos dos graus 32, 31 e 30: A Religião Maçônica deve ser, por todos nós iniciados dos altos níveis, mantida na pureza da Doutrina Luciferiana”; “Sim, Lúcifer é Deus…”; “E a verdadeira e pura religião filosófica é a crença em Lúcifer, o igual de Adonai; Mas Lúcifer, Deus da luz e Deus do bem, está lutando pela humanidade contra Adonai, o Deus da escuridão e do mal.” (Instructions to the 23 Supreme Councils of the World, Albert Pike, Grand Commander, Sovereign Pontiff of Universal Freemasonry, July 14, 1889).
Isto é no mínimo chocante. Nos “princípios fundamentais do ritual do aprendiz” (1º grau), RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO, número 4, está escrito:
“A maçonaria proíbe em suas oficinas toda e qualquer discussão sobre matéria política ou religiosa; recebeprofanos, quaisquer que sejam as sua opiniões políticas e religiosas, pobres, embora, mas livres e de bons costumes;”
Muitos defensores da maçonaria utilizam expressões como estas acima para afirmar que a maçonaria não é uma religião. O primeiro detalhe é que para os maçons, quem não é maçom é um profano. Interessante isso não? Entretanto, no mesmo manual encontramos linguagem religiosa e sincrética:
“Os três dos tronos são:
PUREZA, LUZ E VERDADE
O livro da lei é o livro sagrado de cada religião onde os crentes[??] julgam existir as verdades pregadas por seus profetas. assim o juramento deve ser prestado sobre o livro sagrado da crença do iniciado, pois pelos princípios básicos da maçonaria, deve haver o máximo de respeito as crenças de cada um. (p. 17).”
Você descobrirá depois que os maçons entendem que as pessoas adoram o deus da maçonaria, gadu, em suas religiões, mas sem saber. Encontramos também no mesmo manual linguagem estritamente religiosa:
“Os obreiros sentam-se nas partes norte e sul do corpo do templo. os assentos e os irmãos de cada uma dessas partes denominam-se colunas (p. 16).”
Obreiros, templo, irmãos! Linguagem religiosa, literalmente de uma religião. E tem preces na página 29:
“graças te rendemos GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, porque, por tua bondade e misericórdia nos tem sido possível vencer as dificuldades interpostas em nossos caminhos para reunirmos aqui, em teu nome e prosseguirmos em nosso labor. Faze, Senhor, com que os nosso corações […] A glória do G.∙.A.∙.D.∙.U e em honra a são João, nosso padroeiro [aqui fazem um sinal secreto e recitam: huzzé; huzzé; huzzé].”
O que vemos acima que é realizado em um ritual oficial da maçonaria não é apenas uma oração ou prece, mas adoração mesmo! Agora, isso é brincadeira? Que danado é isso? Um crente, um dia tá na igreja e no outro dia gritando: Huzzé, huzzé, huzzé para um tal de gadu…sai pra lá. A partir da página 37 começa o ritual de iniciação dos “profanos”:
“A purificação pela água (do iniciado) se fará mergulhando ambas as mãos do iniciado no recipiente que representa o mar de bronze[…]; a purificação pelo fogo deverá ser feita sem qualquer perigo de acidente; (p. 36);”
“O profano deve ser conduzido a loja pelo Ir…. que apoiou sua petição; este, ao chegar ao edifício da loja, deve vendá-lo cuidadosamente. na sala dos PP..pp, entrega-o ao ir..esperto que batendo levemente no ombro dir-lhe-á: “eu sou o vosso guia, tende confiança em mim e nada receieis” […] introduzindo-o na câmara de reflexões, onde o preparará convenientemente, tirando-lhe todos os metais, que colocados em uma bandeja, serão depositados, logo após a abertura dos trabalhos, na mesa do ir tesoureiro. O candidato deverá ter o lado esquerdo do peito e a perna direita, até o joelho, nus, substituindo-se o sapato do pé direito por uma alpargata. depois de assim preparado, o experto tira-lhe a venda e lhe diz: “profano, eu vos deixo entregue as vossas reflexões; não estareis só, pois Deus que tudo vê, será testemunha da sinceridade com que ide responder as nossas perguntas”.[…](p. 37).”
Imagine um crente que se diz liberto por Jesus (João 8. 32, 36) se deixar ser chamado de profano? Isto é uma profanação da obra graciosa de Jesus! Depois encontramos outra oração na página 42 (mas existem muitas):
“Ei-nos oh G.∙.A.∙.D.∙.U em quem reconhecemos o infinito poder e a infinita misericórdia, humildes e reverentes a teus pés. contém nossos corações nos limites da retidão e dirige nossos passos pela estrada da virtude. dá-nos que por nossas obras, nos aproximemos de ti que és Uno, e subsiste por si mesmo e a quem todos os seres devem a existência. Tudo sabes e tudo dominas; invisível aos nossos olhos, vês no fundo de nossas consciências. digna-te, oh! G.∙.A.∙. D.∙.U, proteger os obreiros da paz, aqui reunidos; anima o nosso zelo, fortifica as nossas almas na luta das paixões; inflama nossos corações com a o amor da virtude e guia-nos para que, sempre perseverantes, cumpramos as tuas leis. presta e este candidato, agora e sempre, tua proteção e ampara-o com teu braço onipotente em todos os perigos por que vai passar.” (p. 42);
Imagine um ímpio fazendo essa prece em prol de um cristão que entra na maçonaria? Perceba que o tal gadu tem os mesmos atributos do Deus da Bíblia, como a Onisciência, conforme a oração. Mas se não é uma religião, qual o motivo da oração? Mas não para por ai, na página 55 tem um trecho que trata o iniciante como carente de luz da maçonaria:
“O que preside a cerimônia de iniciação fala: no principio do mundo (apagam-se as luzes do templo) disse o G.∙.A.∙.D.∙.U FAÇA-SE A LUZ (dá uma pancada, repetida pelas vigilantes) E A LUZ FOI FEITA (dá outra pancada, repetida pelos vigilantes) A LUZ SEJA DADA AO NEÓFITO (dá terceira pancada repetida pelos vigilantes).”
Se isso não for uma religião sincrética e se não for desonra ao evangelho um cristão passar por esse rito, eu não sei mais o que é. Agora, quem ache que é válido um cristão se passar a isso, que o diga. Pois se Jesus é a Luz do Mundo e o cristão busca a “luz” na maçonaria ele está aceitando explicitamente que a Luz de Jesus é insuficiente, pois ele ainda está em trevas.
Para não ser injusto, apresentarei as fontes pesquisadas para mostrar oficialmente quais são as autoridades geralmente reconhecidas na Maçonaria? Uma pesquisa nos EUA foi feita com esta intenção e foi enviada uma carta para 50 Grandes Lojas dos EUA, dirigidas aos Grão-mestres de cada uma com a seguinte pergunta: “Como um líder maçônico oficial, que livros e autores V. As. Recomenda como tendo autoridade com relação ao tema da maçonaria?”. 25 das 50 Grandes Lojas responderam e foi providenciada uma estatística:
44% recomendaram Coil’s Masonic Encyclopedia de Henry Wilson Coil;
36% recomendaram The Builders de Joseph Fort Newton;
32% recomendaram Mackey´s Revised Encyclopedia of Freemasonry de Albert G. Mackey;
24% recomendaram Introducion to Freemasonry de Carl H. Claudy;
24% recomendaram The Newly-Made Mason de H. L. Haywood;
20% recomendaram A Masonic Reader´s Guide de Alphonse Cerza;
20% recomendaram History of Freemasonry de Robert F. Gould;
20% recomendaram The Craft and Its Symbols de Allen E. Roberts;
16% recomendaram a “A.S.” Morals and Dogma de Albert Pike.
Esses foram os principais eruditos apresentados como autoridades sobre a interpretação dos ritos maçônicos. Então veremos o que eles negam (por exemplo, que a maçonaria é uma religião) e o que afirmam (que a maçonaria é uma religião). Ainda documentarei farta evidência das afirmações da maçonaria pelo General Albert Pike, do livro Morais e Dogmas, já traduzido para o português e com o primeiro volume já traduzido e disponível na internet. Todo maçom, dos graus iniciais da loja azul, do rito escocês ou do rito de York, deve buscar fundamentos interpretativos dos rituais maçônicos nesses autores citados acima. Vamos aprofundar a nossa investigação. Mas o que é a maçonaria? Deixemos os Maçons falar:
“Como uma fraternidade, estamos sempre prontos para ser julgados – severa e criticamente” Francis G. Paul, Soberano Grande Comandante do 33 grau – The Northern Light: A Window for Freemasonry. Albert G. Mackey afirma “Todos [maçons] concordam em declarar que ela é um sistema ético, mediante cuja prática os seus membros podem progredir em seu interesse espiritual, subindo a escada teológica da loja na terra a loja no céu […] Trata-se de uma ciência dedicada a busca da verdade divina, que em prega o simbolismo como seu método de instrução […] é aquela sociedade religiosa e mística cujo alvo é a perfeição moral com base na igualdade e fraternidade gerais […] alguém iniciado nos mistérios da maçonaria” – Mackeys Revised Encyclopedia of Freemasonry (p. 269, 378).
Podemos destacar acima que a maçonaria pode ser julgada severa e criticamente, que a maçonaria serve para progresso espiritual subindo a escada teológica até a loja no céu, busca a verdade divina e é uma sociedade religiosa e mística.
“A maçonaria, em seu sentido mais amplo e abrangente, é um sistema de moral e ética social, uma religião primitiva, e uma filosofia de vida…envolvendo um amplo humanitarismo…é uma religião sem credo, não pertencendo a qualquer seita, mas encontrando a verdade em todas elas…ela busca a verdade, mas não define a verdade” – Henry Wilson Coil – A Coprehensive View of Freemasonry, p. 234.
Acima está claro que a maçonaria é uma religião primitiva e sem credo. Entretanto, quando se pergunta a alguns maçons “A maçonaria é uma religião?” eles negam que a maçonaria seja uma religião. Alphonse Cerza, grande historiador da Grande Loja, como outros maçons, geralmente argumentam que a maçonaria não é uma religião pelos seguintes aspectos:
1 – ela não satisfaz a definição de religião;
2 – não oferece um sistema ou ensinamento de salvação;
3 – não possui credo, profissão de fé, teologia e ritual de adoração; e,
4 – não tem símbolos religiosos, como os encontrados na igreja (Let There Be Light: A Study in Anti Masonry – Alphonse Cerza).
Um dos grandes nomes da maçonaria americana disse, em programa de TV americana que “todos estamos dizendo que se você, como indivíduo, adotar os princípios representados (na maçonaria)…será uma pessoa melhor, e não que vai para o céu” – John Ankerberg Show, 1985. O próprio Alphonse Cerza, no mesmo livro, cita o Dr. M. W. Thomas S. Roy, Grão Mestre da Grande Loja, em um discurso na Loja, afirmou que “de acordo com qualquer definição de religião aceita pelos nossos críticos, não podemos nos qualificar como uma religião”.
Baseado nisso, vamos analisar com a definição de religião do Webster’s New World: “crença num poder divino ou sobre-humano…a ser obedecido e adorado como criador e soberano do universo…expressão de crença em conduta e ritual”. Vejamos ainda a definição de religião no Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa: “Crença na existência de força ou forças sobrenaturais. Manifestação de tal crença pela doutrina e ritual próprios. Devoção”. Como negar, a luz dessas duas definições, que a maçonaria é, de fato, uma religião? Algum maçom negaria que seu ritual autorizado descreve exatamente como eles devem expressar essa crença em conduta e cerimônia? É verdade que a maçonaria exige a crença num ser superior, criador e sobrenatural? Como os maçons e seus defensores negam veementemente, veremos algumas afirmações de algumas autoridades da maçonaria. Vejamos primeiro o que Coil declarou:
“A maçonaria certamente exige a crença na existência de um ser supremo, a quem o homem tem de prestar contas e de quem depende. O que a igreja pode acrescentar a isso, exceto levar o individuo a comunhão com aqueles que tenham os mesmos sentimentos?…É exatamente isso que a loja faz” (Coil’s Masonic Encyclopedia, p. 512).
Se ele não disse que a maçonaria funciona como uma religião assim como uma igreja, eu quero entender o que ele disse. Mackey, depois de citar a definição de religião do Webster’s, comenta que “A maçonaria pode reivindicar seu direito de ser chamada de instituição religiosa” (Mackey´s Revised Encyclopedia of Freemasonry, Vol. II, p. 847). Portanto, de acordo com Mackey, a maçonaria é uma religião.
Mas a maçonaria tem um plano de salvação ou ensina algo que se aproxima disso? Eles geralmente afirmam que “a maçonaria não oferece um sistema de salvação”. Ou seja, afirmam que a maçonaria não ensina como o homem pode ir para o céu. Será mesmo? Mas o principal ensino do rito azul, os três graus, repetidamente ensina que Deus irá recompensar pelas boas obras dos maçons. No manual dos três primeiros graus, na explicação do “olho-que-tudo-vê” – um dos símbolos para Deus – diz o seguinte: “O olho-que-tudo-vê…contempla os recessos mais íntimos do coração humano, e irá recompensar-nos conforme as nossas obras” (Masonic Ritual and Monitor de Malcom C. Duncan, p. 129). No mesmo manual (de Duncan), na página 50 temos uma resposta: “Aquele que usa a pele de cordeiro como emblema do maçom será continuamente lembrado da pureza de vida e conduta que é essencialmente necessária para ser admitido na loja celestial, onde o supremo arquiteto do universo preside”. Mesmo sem ser cristão convertido? Note, que isso independe de alguém ser cristão ou não. A salvação aqui, a entrada na loja celestial, depende de ser maçom. Isso é salvação pelas obras a parte do conhecimento do Evangelho (Efésios 2. 8,9). Se você ainda não se convenceu, vejamos outra autoridade maçônica confessar:
“A maçonaria tem um serviço religioso para entregar o corpo de um irmão morto ao pó de onde ele veio, e enviar o espírito liberado de volta a grande fonte de luz. Muitos maçons fazem esse vôo sem qualquer outra garantia de uma aterrissagem segura além da sua crença na religião maçônica” (Coil’s Masonic Encyclopedia, p. 512).
A única garantia de salvação é a crença na religião maçônica! Alguém poderia me explicar isso? Mas a maçonaria tem um Credo? Eles, juntos com o apologista maçom Alphonse Cerza negam: “A maçonaria não pode ser uma religião porque não possui credo; ela não tem confissão de fé; não tem teologia nem ritual de adoração” (Let There Be Light: A Study in Anti Masonry, p. 41). Entretanto o Webster define credo como: “uma declaração de crença, princípios, ou opiniões sobre qualquer assunto”. O Aurélio, por sua vez, afirma que “1. Fé religiosa; Crença; 2. Oração cristã iniciada, em latim, pela palavra credo (creio); creio-em-deus-padre”. Todo maçom deve: confessar sua fé num ser superior, crer na imortalidade da alma, prestar serviço honrado a Deus pelas práticas das artes secretas da maçonaria, orar para a divindade, prestar juramentos de segredos em nome de Deus. Claro que existe um credo definido. Coil nos presta um grande esclarecimento neste pormenor:
“A maçonaria tem um credo…ou principio…ou dogma…o qual todos os membros devem seguir? A maçonaria ensina e insiste constantemente num credo, principio e dogma? Ela realiza reuniões caracterizadas pela prática de ritos e cerimônias em que seu credo, principio e dogma são ilustrados, mediantes mitos, símbolos e alegorias? Se a maçonaria não fosse uma religião, o que deveria ser feito para torná-la religião? Nada seria necessário, ou, pelo menos, nada além de acrescentar mais coisas da mesma espécie” (Coil’s Masonic Encyclopedia, p. 512).
Mas continua dizendo que não só tem um credo, mas funciona como uma igreja e isso na mesma página:
“Isso nos leva ao verdadeiro ponto crucial do assunto. A diferença entre uma loja e uma igreja é de graus e não de espécie. Alguns pensam que pelo fato dela (a loja) não ser uma religião forte ou altamente formalizada ou dogmática como a igreja católica romana…ela pode afirmar que não é absolutamente uma religião. Mas a igreja dos amigos (quacres) mostra ainda menos formalidade e ritual do que a loja maçônica” (p. 512).
E ele conclui “o fato da maçonaria ser uma religião pacífica não significa que não seja religião” (p. 512).
Então, por que os maçons negam enfaticamente? Por que não admitir que tem credo e que estão praticando a religião? Os maçons afirmam ainda que não possuem confissão de fé ou declaração doutrinária. Seria isso uma desonestidade dos maçons negarem aos de fora? O que dizer das doutrinas maçônicas pluralistas/universalistas da paternidade de Deus, da fraternidade de homem, da imortalidade da alma, da crença num ser supremo (nomeado com um nome que significa o mesmo deus buscado por todas as religiões, mas revelado nos mistérios ocultos da maçonaria), da salvação pelas obras, que todo bom maçom irá residir na loja celestial por toda eternidade? São doutrinas distintas de alguns ramos religiosos. Como aceitar os religiosos que não crêem, por exemplo, na doutrina da imortalidade da alma? Mas esse é apenas um pequeno problema. Existem filosofias budistas ateístas, os hindus acreditam numa pluralidade de deuses e de existências, assim como os mórmons, os muçulmanos não crêem na divindade de Jesus, assim como os TJs e até negam que Jesus seja seu Filho unigênito, como o cristianismo ortodoxo. Todos os indivíduos religiosos acreditam que ao morrer irão morar na loja celestial? Os hindus e budistas acreditam na extinção da pessoa, os mórmons acreditam que eles podem tornar-se deuses. Os TJs acreditam que só 144.000 irão morar no céu. Fica claro que a maçonaria não pode reunir pessoas de muitos credos orando e realizando rituais ao mesmo deus. Além de ter a sua própria doutrina distinta das demais.
Será que a maçonaria tem uma teologia própria? Se a palavra “teologia” significa “estudo ou tratado de/sobre Deus”. E se a maçonaria não tem uma teologia, então como ela fala de Deus, exige fé em Deus, instrui cada candidato sobre como adorar a Deus, informa a cada candidato que o verdadeiro nome de Deus se perdeu, e então, num grau mais avançado, revela o nome perdido. Verdade. Isso acontece no rito do Arco Real (rito de York) quando diz a cada candidato que o nome perdido de Deus será agora revelado a ele. O nome dado é jabulom. Termo composto juntando a palavra Jeová com dois deuses pagãos – Baal, a entidade maligna dos cananeus (Jr 19.5; Jz 3.7;10.6), e o deus egípcio Osíris. Dois maçons confirmam isso. (Coil’s Masonic Encyclopedia, p. 516; Masonic Ritual and Monitor de Malcom C. Duncan, p. 226). Se a Bíblia proíbe Deus ser comparado com esses falsos deuses, como pode um cristão defender um juramento baseado em fontes duvidosas? Veja Êxodo 15.11; 20. 3,5 e Dt 18.9. Claro que a maçonaria corresponde às características apresentadas pelos dicionaristas. Não vou postar definições de dicionários. Mas vejamos as palavras de Joseph Fort Newton:
“Tudo na maçonaria está associado a Deus, envolve Deus, fala de Deus, aponta para Deus e leva a Deus. Todo grau, símbolo, obrigação, palestra, encargo encontra o seu significado e deriva a sua beleza de Deus, o grande arquiteto, em cujo templo todos os maçons são obreiros” (The Religion of Masonry: An Interpretation, p. 58, 59).
Se alguém negar todo o caráter religioso da maçonaria, estará claramente mentindo. Agora, e quanto aos rituais de adoração a Deus nas lojas maçônicas? Mais uma vez não vou postar a definição de adorar ou adoração. A palavra por sí mesma já denota o significado. Os maçons possuem ritos que ensinam como mostrar reverência e devoção a Deus? O renomado maçom Allen E. Roberts admite:
“Os maçons andam na sua presença (de Deus) constantemente…[no ritual, as “luzes” – velas] formavam um triangulo sobre o altar em que você se ajoelhava em reverência. Elas simbolizavam a presença da divindade[…]O altar maçônico pode ser considerado como de sacrifício[…]Você tomou obrigações (com Deus) que sacrificaram seu egoísmo para sempre” (The Craft and Its Symbols: Opening the door to masonic Symbolism, p. 57, 64).
Claudy confessa mais abertamente:
“As lojas da maçonaria são construídas para Deus […] Simbolicamente, ‘construir para Deus’ significa edificar algo em honra, adoração e reverencia a Ele. Mal o neófito entra no portão ocidental recebe a impressão de que a maçonaria adora a Deus…” (Foreign Countries: A Gateway to the interpretation and Development of Certain Symbols Of Freemasonry, p. 23).
O próprio Albert Pike admite que “A maçonaria é um sistema de adoração”.
Mais algumas perguntas: Por que os maçons chamam os locais onde se reúnem de templo? Que acreditam ser sagrado? Onde oferecem orações a uma divindade? Nenhum homem pode adentrar na maçonaria sem jurar crer num Deus supremo. A divindade a quem chamam de gadu. Por que eles se ajoelham diante dos altares sagrados a fim de fazerem seus votos sagrados? Sobre o altar sagrado é colocado uma Bíblia, um Alcorão um Upanixade ou outro livro santo chamado de “volume da lei de sagrada”. Em que sentido esses livros são postos sobre o mesmo patamar senão for em um sentido universalista e pluralista? Mackey confirma a religiosidade da maçonaria de forma bem contundente:
“Abrimos e fechamos nossas lojas com oração; invocamos a bênção do altíssimo sobre todos os nossos trabalhos; exigimos de nossos neófitos uma profissão de fé na existência de Deus e do seu cuidado protetor; nós os ensinamos a curvar-se com humildade e reverência diante do seu sagrado nome, enquanto a sua lei santa se abre amplamente sobre os nossos altares… É impossível que um maçom possa ser ‘sincero e confiável’ em relação as suas ordens se não respeitar a religião e não observar os princípios religiosos” (Mackey´s Revised Encyclopedia of Freemasonry, Vol II, p. 847).
Como pode um cristão genuíno praticar uma religião falsa, já que afirmações que se excluem não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo e no mesmo sentido? (2 Co 6.14-17).
Mackey continua:
“A religião da maçonaria não é sectária. Ela admite homens de todos os credos em seu meio hospitaleiro, não rejeitando nem aprovando ninguém baseado na sua fé peculiar. Não é judaísmo, embora nada exista nela que ofenda o judeu; não é cristianismo, mas não há nada nela repugnante a fé cristã. Sua religião é aquela geral da natureza e da revelação primitiva que nos foi transmitida por algum sacerdócio antigo e patriarcal – com a qual todos os homens podem concordar e com a qual nenhum pode diferir” (IBDEM, p. 847, 848).
Como uma religião pagã, recebida por uma revelação primitiva e extra bíblica não é repugnante a fé cristã? A principal razão dessa pergunta é Atos 4.12. o cristianismo é exclusivista (João 14.6; 15. 4, 5). Vamos analisar um pouco dos rituais da maçonaria e onde eles entram em conflito direto com a Bíblia. As autoridades maçônicas reconhecem universalmente a importância dos símbolos maçônicos. Roberts confessa: “o simbolismo é a essência da maçonaria…É o principal veículo mediante o qual o ritual ensina a filosofia maçônica e lições morais” (The Craft and Its Symbols: Opening the door to masonic Symbolism, p. 11). Mackey concorda “estudar o simbolismo da maçonaria é o único meio de investigar sua filosofia” (The simbolismo of Freemasonry: Illustating and Explaining Its Science and Philosophy, p. 5).
O primeiro e grande problema é a afirmação de que o iniciado precisa da luz da maçonaria. É considerado como o primeiro e mais importante símbolo da maçonaria (IBDEM, p. 148, 158). Simboliza a busca da verdade. O candidato é considerado ignorante, não iluminado e profano que precisa da luz maçônica. Dando a entender que só a maçonaria tem o verdadeiro conhecimento. No ritual, quando o candidato se encontra na porta da ante-sala, ele bate três vezes. Do outro lado da porta o diácono júnior também bate três vezes e abre a porta. Ele diz então: “quem está aí?”. A resposta dada pelo padrinho encontra-se no próprio ritual:
“O sr fulano de tal, que tem estado há muito tempo nas trevas, e agora procura ser levado para a luz e receber uma parte nos direitos benefícios desta venerável loja edificada para Deus…(Masonic Ritual and Monitor de Malcom C. Duncan, p. 29).
Existe problema em um cristão dizer isso? Albert Mackey, que ocupou as mais altas posições que a maçonaria tem a oferecer. Ele foi maçom do 33 grau e secretário geral do supremo conselho do décimo terceiro grau do rito escocês, apresenta a condição espiritual desse iniciado:
“Ali está ele fora de nossos portais, no limiar da sua nova vida maçônica, nas trevas, sem esperança e ignorante. Tendo peregrinado por entre os erros e sido envolto pela corrupção do mundo exterior e profano, ele vem indagar a nossa porta, buscando novo nascimento, e pedindo a retirada do véu que encobre a verdade divina do seu olhar não-iniciado” (The manual of the Lodge, p. 20).
O cristão maçom terá que decidir se nega a Cristo ou a maçonaria, pois ambos são excludentes (João 8.12; 12.46; Cl 1. 12-14; Ef 5. 8-12). E agora? Se um cristão afirma que está nas trevas para entrar em uma sociedade secreta já negou a Cristo. Coil demonstra isso:
“A luz [da maçonaria] é em toda a parte o símbolo da inteligência, informação, conhecimento, e verdade; sendo oposta a escuridão que simboliza a ignorância e o mal. Portanto, nas cerimônias é dito que o candidato é levado das trevas para a luz” (Coil’s Masonic Encyclopedia, p. 375).
Ou a maçonaria está certa ou a Bíblia (I Ts 5. 4,5). A maçonaria ensina que o Deus da Bíblia é o Deus da maçonaria. Isso é verdade? Vejamos o que Coil nos diz para iniciarmos a investigação:
“Os homens tem de decidir se querem um Deus como o antigo Javé dos hebreus, um deus tribal partidário – com quem eles podem falar e discutir e de quem podem se esconder se necessário – , ou um Espírito Divino Ilimitado, eterno, universal, não-denominacional, tão removido do grão de pó chamado homem, que ele não pode ser conhecido, nomeado ou abordado. Assim sendo, no momento em que o homem começa a louvar a seu Deus e lhe concede os atributos humanos mais perfeitos, tais como justiça, misericórdia, bondade, etc., a Essencia é depreciada e despojada…O teste maçônico é um ser supremo, e qualquer qualificação acrescentada é uma inovação e distorção…O Monoteísmo…viola os princípios maçônicos, pois exige a crença num tipo específico de divindade suprema” (Coil’s Masonic Encyclopedia, p. 516-517).
E agora José? Com essa descrição (ou negação de Deus), os maçons querem dizer que Deus é um espírito indefinido e desconhecido. Qual o motivo? Para poder aceitar todas as ideias humanas de Deus dos muçulmanos, mórmons, hindus, budistas, judeus, seitas orientais, além de afrontar o Deus revelado do Antigo Testamento, como Coil o fez. Afrontando assim o cristianismo e sendo desonesto com todos os adeptos de todas as religiões que estão em suas fileiras. Como manter que todas as religiões adoram esse Espírito Divino Ilimitado e que ele é o mesmo Deus de todas as religiões? Vejamos, por exemplo, o Deus da Bíblia e do cristianismo é Jeová que é infinito, pessoal, trino, amoroso e santo. A divindade dos muçulmanos, Alá, é uma (e não trina); ele é misericordioso, mas não necessariamente amoroso e santo. A divindade dos hindus, Brahman, é impessoal e monista (nem uma nem trina) ou politeísta (crença em milhares de deuses finitos, tanto bons quanto maus). O budismo é politeísta (crença que Buda é Deus e que há centenas de outros deuses bons e maus) ou completamente ateísta, afirmando que não há Deus. O budismo substitui Deus por um confuso estado de ser chamado Nirvana. O mormonismo difere de todos os listados acima por ser henoteísta – aceitando a crença em uma divindade central (Elohim), mas aceitando também várias outras divindades menores.
Claro que a maçonaria está errada ao afirmar que todas as religiões adoram ao mesmo deus e que o verdadeiro Deus é o da maçonaria. Mas a maçonaria tem um conceito especifico de Deus que difere de todos acima. O Deus da Bíblia, por exemplo, é totalmente diferente do deus da maçonaria, eles mesmos que o digam:
“Este grande arquiteto concebido pelos maçons não é idêntico ao Jeová do cristianismo, mas…é outra entidade distinta…são inteiramente separadas e diferentes, mutuamente exclusivas e nenhum sincretismo pode harmonizá-las” (Freemasonry: na interpretation, p. 300, 321).
O adorado pelos maçons Albert Pike tem umas “pérolas” como esta abaixo:
“Se nossos conceitos de Deus forem aqueles do israelita ignorante, mente estreita e vingativo…achamos que é uma afronta e uma indignidade para Ele [o Deus da maçonaria] concebê-lo como cruel, falto de visão, caprichoso e injusto; como um ser ciumento, irado e vingativo […] O Deus dezenove vinte avos do mundo cristão é apenas Bel [Baal], Moloque, Zeus, ou, na melhor das hipóteses, Osíris, Mitras ou Adonai, sob outro nome, adorado com as antigas cerimônias pagãs e fórmulas ritualísticas” (Morais e Dogmas em Inglês, p. 223, 295-296).
Essa foi demais. E sobre os juramentos? O cristão não sabe que é proibido jurar? Vai desobedecer a Deus por causa da maçonaria? Tenho muitos exemplo de juramentos de diferentes graus na maçonaria, mas vou postar apenas dois. No ritual e nas instruções em português de Aprendiz-Maçon do Rito Escocês Antigo e Aceito, temos o juramento para este grau nas seguintes palavras:
“Eu, F____________, juro e prometo, de minha livre vontade, pela minha honra e pela minha fé, em presença do Supremo Arquiteto do Universo, que é Deus, e perante esta assembleia de maçons, solene e sinceramente, nunca revelar quaisquer dos mistérios da maçonaria que me vão ser confiados, senão a um bom e legítimo Irmão ou em Loja regularmente constituída, nunca os escrever, gravar, traçar, imprimir ou empregar outros meios pelos quais possa divulgá-los. Juro mais ajudar e defender os meus irmãos em tudo o que puder e for necessário, e reconhecer como potência Maçônica regular, legal e legítima no Brasil, o Grande Oriente do Brasil, ao que prestarei obediência. Se violar este juramento, seja-me arrancada a língua, o pescoço cortado, e meu corpo enterrado nas areias do mar, onde o fluxo e o refluxo das ondas me mergulhem em perpétuo esquecimento, sendo declarado sacrílego para com Deus, e desonrado para com os homens. Amém!”
No ritual e nas instruções em português do Rito Escocês Antigo e Aceito, temos nas seguintes palavras o juramento do mestre-maçon:
“Eu, F_____________, juro de minha livre vontade, em presença do Supremo Arquiteto do Universo e desta respeitável Loja, consagrada a São João [da Escócia], e solenemente prometo nunca revelar os segredos do Mestre-Maçom. Se eu for perjuro, seja o meu corpo dividido ao meio, sendo uma parte lançada ao meio dia e outra ao sententrião, e as minhas entranhas arrancadas e reduzidas a cinzas e estas lançadas aos ventos. Assim Deus me ajude. Amém.”
Como negar? E sobre o engano que a maçonaria impetra aos de dentro e aos de fora? Os novos iniciados negam que a maçonaria seja uma religião, por exemplo, mas não sabem que estão sendo enganados e talvez sejam enganados para sempre dentro da organização, veja:
“se você se decepcionou nos três primeiros graus, conforme os recebeu, […] lembre-se […] esses Graus […] nos chegaram de uma época em que os símbolos eram usados não para revelar, mas para ocultar” Albert Pike – Morais e Dogmas.
A maçonaria é uma religião de engano e sigilo. Como Albert Pike observa: “O sigilo é indispensável num Maçom, qualquer que seja o seu grau”. E mais:
“A maçonaria, como todas as religiões, todos os mistérios, o hermetismo e a alquimia, oculta seus segredos de todos, salvos dos adeptos e dos sábios, ou Eleitos, e usa explicações falsas e interpretações errôneas de seus símbolos para desviar os que só merecem ser desviados; para ocultar deles a Verdade, a que chama Luz, e afastá-los dela. A verdade não é para aqueles que querem pervertê-las. […] logo, a maçonaria zelosamente oculta seus segredos e intencionalmente desgarra intérpretes convencidos” (Morals and dogma of the ancient and accepted scottish rite of Freenasonry, p. 104, 105, 109).
“nossas tradições e nossa obra esotérica, herdadas de uma era longínqua, são demasiado sagradas e assaz valiosas para se tornar assunto de qualquer tagarela fútil e foram preservadas como relíquia do passado, como são, e transmitidas há séculos para chegarem ‘ao digno e só ao digno’” (Chicago de Erza A. Cook, p. 53).
Na maçonaria, há duas categorias básicas de profanos. A primeira é o público em geral. A segunda é o próprio iniciado maçom num nível inferior de “iluminação” maçônica. Ambas as categorias são profanas (indignas) por definição. Daí a verdadeira natureza da maçonaria ser propositadamente ocultada deles. Isto está claro na citação abaixo:
“Assim existe uma grande e fundamental diferença entre o que o maçom pode pensar e acreditar ser a maçonaria e as doutrinas oficiais propriamente ditas, expressas sob o aspecto esotérico” (Freemasonry: an interpretation, de Martin L. Wagner, p. 288).
Como foi mencionado anteriormente, Albert Pike confessa no texto padrão do rito escocês que os três primeiros graus são apenas um pálido vestíbulo da verdadeira maçonaria. Falando a maçons de graus elevados ele diz:
“se você se decepcionou nos três primeiros graus, conforme os recebeu, […] lembre-se […] esses Graus […] nos chegaram de uma época em que os símbolos eram usados não para revelar, mas para ocultar; quando o aprendizado mais comum se restringia a uns poucos selecionados. […] Esses graus antigos e simples existem agora [na maçonaria moderna] como colunas quebradas de um templo druída sem teto, em sua grandeza rude e mutilada; e muitas partes também corrompidas pelo tempo desfiguradas pelos acréscimos modernos e pelas interpretações absurdas. Não passam da entrada do grande Templo, as colunas triplas do pórtico. […] Não imagine que você se tornará de fato maçom aprendendo o que geralmente se chama ‘obra’ ou mesmo familiarizando-se com as nossas tradições. A maçonaria tem uma história, uma literatura, uma filosofia. Suas alegorias e tradições o ensinarão muito; mas muito se deve buscar em outros lugares. As correntes do aprendizado que agora fluem com força e abundância devem ser seguidas até o nascente, nas fontes que jorram num passado longínquo, e lá você encontrará a origem e o significado da maçonaria. ” Albert Pike – Morais e Dogmas” (Morals and dogma of the ancient and accepted scottish rite of Freenasonry, p. 106-107).
Esse aspecto esotérico na maçonaria, que deliberadamente esconde a verdade dos próprios iniciados e os engana, é confirmado com riquezas de detalhes em Freemasonry: na interpretation: an interpretation de Martin L. Wagner:
“O teísmo da maçonaria é estranho, e toda precaução é tomada pela instituição para preservá-la incorrupta e oculta do conhecimento do profano e dos próprios discípulos, até que apresentem provas convincentes de que esse segredo lhes pode ser confiado” (p. 288, 289).
É um teísmo estranho! Albert Pike admite isso quando discorre sobre o 30 grau do rito escocês, os da maçonaria da loja azul são intencionalmente enganados e desviados:
“Os símbolos dos sábios sempre se tornam os ídolos da multidão ignorante. Aquilo em que os chefes da Ordem acreditavam e o que ensinavam são passados aos adeptos pelas pistas contidas nos graus superiores da maçonaria e pelos símbolos que somente os adeptos entendem. Os graus azuis são apenas o átrio externo ou o pórtico do templo. Parte dos símbolos ali são mostrados ao iniciado, mas esse é intencionalmente desviado pelas falsas interpretações. Não se espera que ele os compreenda; mas sim que pense compreendê-los. Sua verdadeira explicação é reservada aos adeptos, os príncipes da maçonaria. Toda a corporação da maçonaria real e sacerdotal foi escondida tão cuidadosamente, há séculos, nos graus superiores, que é até impossível decifrar muitos dos enigmas que contém. Basta para a massa dos que são chamados maçons imaginar tudo o que está contido nos graus azuis; e quem quer que tente desenganá-los trabalhará em vão e, sem nenhuma recompensa de fato, violará sua obrigação como adepto” (p. 818-9).
A confissão abaixo é constrangedora para os maçons:
“se as doutrinas religiosas secretas da maçonaria fossem amplamente conhecidas, a instituição certamente faliria, pois essas doutrinas, tais como as encontramos e as instituições sobre elas fundadas não podem existir a não ser sob a capa do sigilo absoluto e sob um disfarce impenetrável ao não iniciado. […] Bem poucos maçons sabem o que a maçonaria é, sobretudo em seu aspecto religioso fundamental [fálico – facilismo]” (Freemasonry: an interpretation, Wagner).
Sobre a fase inicial da loja azul é dito:
“o neófito [iniciado] chega a loja ignorando sua natureza, seu caráter religioso e seus métodos de instrução, sendo, portanto, incapaz de discernir as ideias maçônicas transmitidas pelos ritos mímicos, símbolos e discursos. Ele não sabe que esses símbolos e discursos possuem duplo sentido, a fim de que se use a linguagem mais comum para transmitir o profundo significado ético e religioso, que bem poucos entendem” (Freemasonry: an interpretation, Wagner).
“maçonaria zelosamente oculta seus segredos e intencionalmente desgarra interpretes presunçosos. Parte dos símbolos são mostrados aos iniciados, mas ele é intencionalmente desviado pelas falsas interpretações. […] O significado dos símbolos não é revelado intencionalmente apenas damos pistas gerais” (Freemasonry: an interpretation, Wagner).
Se isso é verdade, a maioria dos maçons chega a não saber o que é a maçonaria de fato. Wagner alega que “nem um maçom em dez mil percebe” o que a loja de fato significa:
“Seus verdadeiros segredos ficam ocultos e […] são densamente velados tanto ao maçom quanto a qualquer outro, a não ser que tenha estudado a ciência do simbolismo em geral, e o simbolismo maçônico em particular. […] O verdadeiro capuz jamais é completamente retirado dos olhos da grande maioria dos membros da maçonaria. Esses jamais são levados a verdadeira luz da maçonaria. […] Vêem a veste, mas não o que a veste esconde” (Freemasonry: an interpretation, wagner).
Em outras palavras, conforme Manly Hall, maçom do 33 grau revela:
“Ainda que os chamados segredos da maçonaria fossem alardeados do alto dos telhados, a fraternidade estaria absolutamente a salvo; pois certas qualidades espirituais são necessárias antes que os verdadeiros segredos maçônicos possam ser compreendidos pelos próprios irmãos. Dai que os supostos ‘desmascaramentos’ da maçonaria, publicados por milhares e dezenas de milhares, desde 1730 até o momento presente, não podem prejudicar a fraternidade. Eles simplesmente revelam as formas e as cerimônias externas da maçonaria. Somente os que foram pesados na balança e considerados fiéis, retos e ajustados prepararam-se pelo próprio crescimento para avaliar os significados internos de sua arte real. Para os restantes dos irmãos, dentro ou fora da loja, seus rituais sagrados devem continuar sendo, como Shakespeare teria dito, ‘palavras, palavras, palavras’” (The lost Keys of Freemasonry or the secret of Hiram Abiff, p. 69).
Puxa, até os maçons são enganados sobre os reais segredos da maçonaria. Agora, vou postar as pérolas do Albert Pike. Quem já leu a principal obra de Albert Pike (um dos Maçons mais proeminentes que já existiu), Morais e Dogmas, sabe o que ele defendia como um maçom! Retirei algumas “Pérolas” do livro “Morais e Dogmas”, e vocês verão um misto de pensamento anticristão, ocultismo, Rosacrucianismo e luciferianismo (pois ele, Pike, acreditava que Satã, o bíblico não existe, mas fala de Lúcifer com uma linguagem lisonjeira). Além de uma admiração exacerbada aos deuses pagãos Astarte, Baal, Osíris, Om, Artemis e Diana dos Efésios e um ódio claro ao Jeová da Bíblia. Só pra começar, vou mostrar o que Albert Pike (o confederado) pensa sobre o cristianismo e logicamente sobre o Senhor Jesus e sobre eu e você como cristãos:
“Os Pagãos acusaram os Cristãos de adorar um asno, e não inventaram essa crítica, que veio dos judeus samaritanos que, comparando os dados da Cabala aos da Divindade nos símbolos egípcios, também representaram a Inteligência com a figura da Estrela Mágica adorada com o nome de Remphan, a Ciência com o emblema de Anúbis, cujo nome trocaram para Nibbas, e a fé vulgar ou credulidade, na figura de Thartac, um deus representado por um livro, um manto e a cabeça de um asno. De acordo com os Doutos Samaritanos, o Cristianismo era o reino de Thartac, Fé cega e credulidade vulgar erigidos a um oráculo universal e preferidos à Inteligência e à Ciência” (Morais e Dogmas, p. 76).
Preciso dizer mais alguma coisa? Mas vamos as minhas fontes, muitas da maçonaria. Baixei Moral e Dogmas aqui:
http://abasantislivros.blogspot.com/200 … res-1.html
Em inglês e Castelano.
Mas ele está disponível em inglês aqui:
http://www.freemasons-freemasonry.com/apikefr.html
Enciclopédia de Mackey e outras autoridades maçons citadas por mim:
http://www.freemasons-freemasonry.com/
moral e Dogma publicado em Português:
http://editorayod.com.br/
Mas tem um trecho dele traduzido para o português aqui:
https://pt.scribd.com/doc/54736611/LIVRO-Moral-e-Dogma-Albert-Pike-Em-Portugues
aqui, todos os internautas poderão avaliar se estou citando o ArquiHerege Albert Pike fora de contexto, conforme alguns podem me acusar! Essas citações de Morais e Dogmas eu citarei da versão traduzida para o português e disponível para todos os internautas.
Antes de mais nada, leia um trecho da apresentação do livro feito por um Maçom brasileiro mostrando a importância dessa obra de Pike para a maçonaria no Brasil e para que se destina essa obra, ser utilizada nas lojas maçônicas no Brasil:
“É com muito orgulho que lançamos este livro, incompreensivelmente ainda inédito no Brasil. Albert Pike recompilou e estabeleceu as bases filosóficas, sociológicas, políticas, simbólicas e religiosas de todo o Rito Escocês Antigo e Aceito em seu livro de 1871, Morals and Dogma of the Ancent and Accepted Scottish Rite of Freemasonry. Tão importante é a influência de Albert Pike na Maçonaria, que sua leitura é, simplesmente, obrigatória”.
Vamos lá (mas não esqueçam de conferir pessoalmente):
página 14:
Apesar de a Maçonaria nem usurpar o lugar nem imitar a religião, a oração é parte essencial de nossas cerimônias. É a aspiração da alma em direção à Inteligência Absoluta e Infinita, que é a Suprema Divindade Única, mais delicada e equivocadamente caracterizada como um “ARQUITETO”.
Página 15:
Toda Loja é um Templo e, em seu todo e em seus detalhes, simbólica. O próprio Universo forneceu à humanidade o modelo dos primeiros templos dedicados à Divindade. O arranjo do Templo de Salomão, os ornamentos simbólicos que eram suas decorações principais, e o vestuário do Supremo-Sacerdote, tudo fazia referência à ordem do Universo, como então conhecida. O Templo continha muitos emblemas das estações – o Sol, a Lua, os planetas, as constelações da Ursa Maior e da Ursa Menor, o zodíaco, os elementos e outras “peças” do mundo. O Mestre dessa Loja, a do Universo, é Hermes, de quem Khûrûm é o representante e é uma das luzes da Loja.[…] Define-se uma “Loja” como uma “ reunião de Maçons, devidamente congregados, tendo a escritura sagrada, o esquadro e os compasso, e uma carta patente, ou certificado de constituição, autorizando-os a trabalhar”. A sala, ou lugar onde se reúnem, e que representa alguma parte do Templo do Rei Salomão, também é chamada de Loja; e isto é o que nós agora estamos levando em consideração.
Na página 16 diz que o Templo de Salomão foi copiado de um templo pagão:
Essas colunas eram imitações, feitas por Kûrûm, o artista tírio, das grandes colunas consagradas aos Ventos e ao Fogo na entrada do famoso Templo de Malkarth, na cidade de Tiro.É costume, em Lojas do Rito de York, ver-se um globo celestial em uma e um globo terrestre na outra; mas isto não é necessariamente correto, se se pretende imitar as duas colunas originais do Templo. Deixaremos inexplicado por enquanto o significado simbólico dessas colunas, acrescentando apenas que os Aprendizes Maçons guardam suas ferramentas de trabalho na coluna JACHIN,e dando a você a etimologia e significado literal dos dois nomes.
A Bíblia em relação aos outros livros sagrados na página 17:
A Bíblia Sagrada, o Esquadro e o Compasso não fazem apenas parte das Grandes Luzes na Maçonaria, mas também são tecnicamente chamados de Mobília da Loja; e, como você viu, assegura-se que não existe Loja sem eles. Algumas vezes este tem sido um pretexto para excluir Judeus de nossas Lojas, porque eles não podem interpretar o Novo Testamento como um livro sagrado. A Bíblia é parte indispensável de uma Loja Cristã, simplesmente porque é o livro sagrado da religião Cristã. O Pentateuco Hebraico em uma Loja Hebraica e o Alcorão em uma Loja Muçulmana pertencem ao Altar; e um desses Livros, mais o Esquadro e o Compasso, compreenda-se adequadamente, são as Grandes Luzes pelas quais um Maçom deve andar e trabalhar.O compromisso mais solene e mais compromissado do candidato sempre deve ser tomado sobre o livro sagrado, ou sobre os livros sagrados de sua religião, na qual ele crer; e é apenas por isso que perguntaram a você qual era a sua religião. Não temos nenhuma outra preocupação quanto a seu credo religioso.
A Bíblia foi reduzida a um símbolo religioso, como uma luz igual ao esquadro e ao compasso, além de reduzi-lo a um livro semelhante a de qualquer outro de religião. Já na página 18, ele diz que o mestre da loja é a luz:
As três menores, ou as Luzes Sublimes, você ouviu que são o Sol, a Lua e o Mestre da Loja;[…] A Lua era o símbolo da capacidade passiva da natureza de procriar, a fêmea, da qual o poder e energia geradora de vida era o macho. Era o símbolo de ÍSIS, ASTARTE, e ÁRTEMIS ou DIANA. Os “Mestres da Vida” eram a Divindade Superior, acima de ambos, e manifestos através de ambos; ZEUS, o Filho de Saturno, torna-se Rei dos Deuses; HÓRUS, filho de OSÍRIS e ÍSIS, torna-se o Mestre da Vida; DIONUSO ou BACO, tal como Mitra, torna-se o autor da Luz, da Vida e da Verdade. Os Mestres da Luz e da Vida, o Sol e a Lua, são simbolizados em todas as Lojas pelo Mestre e pelos Vigilantes;e isto torna dever do Mestre prover luz para os Irmãos, por si próprio e através dos Vigilantes, que são seus ministros.
Depois ainda utiliza um verso bíblico em Isaías para consubstanciar essa sandice. Na página 19 ele faz uma comparação entre a Loja Maçônica e a Igreja. Ele chama se refere a IC, mas, claramente desmerece o Evangelho:
O pavimento, alternadamente negro e branco, simboliza, intencionalmente ou não, os Princípios do Bem e do Mal do credo Egípcio e Persa. É o combate entre Miguel e Satanás, entre os Deuses e os Titãs, entre Balder e Lok, entre luz e sombra, que é a escuridão; Dia e Noite; Liberdade e Despotismo; Liberdade Religiosa e Dogmas Arbitrários de uma Igreja que pensa por seus seguidores, da qual o Pontífice se diz infalível, e da qual os decretos de seus Conselhos se constituem em um evangelho.
Na página 20 ele discorre sobre a letra G, Y e D que são utilizados nas lojas e indica as fontes para se entender os seus significados:
No Oriente da Loja, sobre o Mestre, dentro de um triângulo, está a letra hebraica YOD ( y ). Nas Lojas inglesas e americanas, a letra G.•.a substitui como a inicial da palavra GOD, com tão pouca razão quanto seria se, em vez da letra correta, fosse usada a inicial D de DIEU em Lojas Francesas. O YOD é, na Cabala, o símbolo da Unidade, da Unidade Suprema, a primeira letra do Nome Sagrado; é, também, um símbolo das Grandes Tríades Cabalísticas. Para compreender seus significados místicos, você deve abrir as páginas do Sohar e do Siphra de Zeniutha, e outros livros cabalísticos, e ponderar profundamente em seu significado. Deve bastar dizer que se trata da Energia Criativa da Divindade, e que é representada como um ponto, esse ponto no centro do Círculo da imensidão. Para nós, nesse Grau, é o símbolo da Divindade não manifestada, do Absoluto, que não tem nome.
A Onisciência de Deus é nomeada de forma pagã (olho-que-tudo-vê, que é uma linguagem maçônica para o termo) e comparada com deuses pagãos (20):
A palavra Prudentia significa, em seu sentido mais completo, Providência ou Previdência; neste sentido, a Estrela Flamejante tem sido vista como emblema da Onisciência, ou o Olho que Tudo Vê que, para os Iniciados Egípcios, era o emblema de Osíris, o Criador. Como YOD no centro, tem o significado cabalístico da Energia Divina, manifestada como Luz, criando o Universo.
Na página 21, depois de mencionar os 10 mandamentos da maçonaria, ele, por fim, menciona o grande mandamento da maçonaria, e exclui a pessoa de Jesus, o verdadeiro autor desse mandamento:
Mas o grande mandamento da Maçonaria é: “Dou-vos um novo mandamento: Amareis uns aos outros! Aquele que disser estar na luz e odeia seu irmão, ainda estará na escuridão”.
Página 24, a maçonaria é a sucessora dos mistérios antigos:
A Maçonaria, sucessora dos Mistérios, ainda segue a maneira antiga de ensinar. Suas cerimônias são como as antigas apresentações, – não a leitura de um ensaio, mas a abertura de um problema, que requer pesquisa e constitui a filosofia como intérprete engenhosa. A instrução que ministra são seus símbolos. Seus ensinamentos são iniciativas, muitas vezes parciais e unilaterais, para interpretar esses símbolos. Quem quer se tornar um verdadeiro Maçom não devese satisfazer apenas em ouvir, nem mesmo apenas para compreender os ensinamentos; deve, com a ajuda desses ensinamentos, e com o caminho apontado por eles, estudar, interpretar e desenvolver esses símbolos para si próprio. Mesmo sendo a Maçonaria idêntica aos antigos Mistérios, o é apenas neste sentido: que apresenta apenas uma imagem imperfeita de seu resplendor, apenas as ruínas de sua grandeza,e um sistema que sofreu alterações progressivas, o fruto de acontecimentos sociais, circunstâncias políticas e a imbecilidade ambiciosa de seus desenvolvedores. Depois de deixar o Egito, os Mistérios foram modificados pelos hábitos das diferentes nações nas quais foram introduzidos, e especialmente pelos sistemas religiosos dos países para os quais foram transplantados. Em todo lugar era obrigação do Iniciado obedecer o governo estabelecido, as leis e a religião que, em todo lugar, eram heranças dos sacerdotes, que de forma nenhuma estavam dispostos a repartir a verdade filosófica com as pessoas comuns.
O segredo que veio do antigo Egito permaneceu oculta nesses ritos. Desrespeito pelos livros da Bíblia na página 25:
A melhor dádiva que podemos legar às pessoas é humanismo. É o que a Maçonaria recebeu de Deus como obrigação de entregar às pessoas: não sectarismo ou dogma religioso; não uma moralidade rudimentar que possa ser encontrada nos escritos de Confúcio, Zoroastro, Sêneca e dos Rabinos, nos Provérbios e em Eclesiastes; mas humanismo, ciência e filosofia.
Ele diz que ninguém pode pregar uma fé, na página 28:
A Fé de uma pessoa pertence tanto a ela quanto sua Razão. Sua Liberdade consiste tanto na liberdade de sua fé quanto na incontrolabilidade de sua vontade pela força. Nenhum dos Sacerdotes e adivinhos de Roma ou da Grécia teve direito de pedir a Cícero ou a Sócrates que acreditassem na mitologia absurda do vulgar. Nenhum Imã do Islamismo tem o direito de pedir a um Pagão que acredite que Gabriel ditou o Alcorão ao Profeta. Nenhum dos Brâmanes que já viveram, se reunidos em um conclave como os Cardeais, receberiam o direito de compelir um único ser humano a crer na Cosmogonia Hindu. Nenhuma pessoa ou grupo podem ser infalíveis nem autorizados a decidir em que outras pessoas devem acreditar como doutrina de fé. A não ser para aqueles que a receberam em primeira mão, toda religião e a verdade de todos os escritos inspirados dependem do testemunho humano e evidências internas e devem ser julgadas pela Razão e pelas analogias sábias da Fé. Cada pessoa deve, necessariamente, ter o direito de julgar a verdade da religião por si mesmo, porque nenhuma pessoa pode ter nenhum direito mais alto ou melhor do que outra que tenha informação e inteligência iguais.
Inclusive a fé da maçonaria, não? Mas como saber, se a pessoa jura por aquilo que ainda não sabe? Na página 32 utiliza a Bíblia como suporte e iguala a Bíblia as religiões antigas e a cabala:
imensidade; – e a Ciência dos Números, à qual Pitágoras deu tamanha importância e cujos mistérios podem ser encontrados em todo lugar nas religiões antigas, e mais ainda na Cabala e na Bíblia,
Na página 34 afirma que o protestantismo se deteriorou:
As explicações populares dos símbolos da Maçonaria adequam-se à multidão que se aglomera nos Templos: chegam apenas até o máximo de sua capacidade. O Catolicismo foi uma verdade vital em épocas antigas, mas tornou-se obsoleto e o Protestantismo nasceu, floresceu e se deteriorou. As doutrinas de ZOROASTRO foram as melhores que os antigos Persas estavam em condições de receber; as de CONFÚCIO se adequaram aos Chineses; as de MAOMÉ para os Árabes,então idólatras. Cada qual foi uma Verdade para a época. Cada qual foi um EVANGELHO , pregado por um REFORMADOR
O que resta agora? Só a maçonaria, seria isso?
página 71:
que nenhuma doutrina pode ser aceita como verdade se contradisser outras verdades, ou se contradisser outras verdades dadas a nós por Deusb]maçonaria?[/bA iniciação não muda: encontramo-la sempre, e sempre a mesma, através das eras. Os últimos discípulos de Pascalis Martinez ainda são as crianças de Orfeu; mas eles adoram o realizador da filosofia ancestral, o Mundo Encarnado dos Cristãos. […]Pitágoras, o grande divulgador da filosofia dos números, visitou todos os santuários do mundo.Foi à Judéia, onde se fez circuncidar para que pudesse ser admitido nos mistérios da Cabala, cujos profetas Ezequiel e Daniel, não sem algumas reservas, lhe comunicaram. Em seguida, (p. 71).
Daniel e Ezequiel eram cabalistas e ensinaram a cabala a Pitágoras? Isso é blasfêmia! Veja o que ele diz na página 72:
A Sagrada Cabala, ou a tradição dos filhos de Seth, foi levada da Caldéia por Abraão, ensinada aos sacerdotes egípcios por José, recuperada e purificada por Moisés, dissimulada sob símbolos na Bíblia, revelada pelo Salvador a São João e acomodada, inteira, sob figuras hieráticas análogas àquelas de toda a antigüidade, no Apocalipse daquele Apóstolo. Os Cabalistas consideram Deus o Infinito Inteligente, Vigoroso e Vivo. Não é, para eles,nem a agregação de existências, ou existência no abstrato, nem um ser definível filosoficamente. Ele está em tudo…
Panteísmo. E que Abraão ensinou a cabala.
Página 73:
O grande Apóstolo São João não tomou emprestada da filosofia de Platão a abertura de seu Evangelho. Platão, ao contrário, bebeu das mesmas fontes de São João e de Philo; e João, nos versos de abertura de sua paráfrase, cita os primeiros princípios de um dogma comum a diversas escolas, porém em uma linguagem pertencente a Philo, a quem é evidente que João leu. A filosofia de Platão, o maior dos Reveladores humanos, pôde ansiar pela Palavra feita homem; o próprio Evangelho iria dá-lo ao mundo. Dúvida na presença do Ser e de suas harmonias; ceticismo face à matemática eterna e às leis imutáveis da Vida que fazem a Divindade presente e visível em todo lugar, como o Humano é conhecido e visível por suas manifestações por palavras e ações; – não seria esta a mais tola das superstições, e a mais imperdoável, assim como a mais perigosa de todas as credulidades?
Chamou os cristãos de que?
Página 74:
A alegoria hebraica da Queda do Homem, que é apenas uma variação especial de uma lenda universal, simboliza uma das maiores e mais universais alegorias da ciência.O Mal Moral é a Falsidade traduzida em ações; assim como a Falsidade é o Crime em palavras.
Página 74 e 75:
O quadro alegórico de Cebes, no qual a Divina Comédia de Dante foi esboçada no tempo de Platão, e cuja descrição tem sido preservada para nós, e que muitos pintores da idade média reproduziram segundo esta descrição, é um monumento ao mesmo tempo filosófico e mágico. É uma síntese moral das mais completas e, ao mesmo tempo, a mais audaciosa demonstração já dada do Grande Arcano, daquele segredo cuja revelação iria subverter a Terra e o Céu. Que ninguém espere que iremos dar sua explicação! Aquele que ultrapassar o véu que esconde este mistério entende que isto é inexplicável em sua essência, e que significa a morte para aqueles que o alcançam por acaso, assim como para aquele que o revela. Este segredo é a realeza dos Sábios, a Coroa do Iniciado que vemos, na fina alegoria de Cebes, descer novamente, vitorioso, do cume dos Julgamentos. O Grande Arcano faz dele mestre do ouro e da luz, que no fundo são a mesma coisa, resolve o problema da quadratura do círculo dirige o movimento perpétuo e possui a pedra filosofal. Aqui, os Adeptos nos compreenderão. Não existe interrupção no avanço da natureza, nem lacunas em seu trabalho. As Harmonias do Céu correspondem àquelas da Terra, e a Vida Eterna faz suas evoluções de acordo com as mesmas leis da vida de um cão. “Deus organizou todas as coisas por peso, quantidade e tamanho”, diz a Bíblia; e essa doutrina luminosa era também a de Platão.
Página 75:
As magnificências do culto são a vida da religião e, se Cristo quer ministros pobres, Sua Soberana Divindade não quer altares insignificantes. Alguns Protestantes não compreenderam que culto é um ensinamento, e que não devemos criar, na imaginação da multidão, um Deus mediano ou miserável. Esses oratórios que se parecem com escritórios ou tavernas pobremente mobiliados, e cujos valorosos ministros se vestem como tabeliães ou escreventes, não acabam fazendo, necessariamente, com que a religião seja vista como uma mera formalidade puritana,e Deus como um Juiz de Paz? Zombamos dos Profetas. É tão fácil zombar e tão difícil de compreender corretamente. Será que a Divindade deixou todo o mundo sem Luz por dois séculos para iluminar apenas um pequeno canto da Palestina e um povo brutal, ignorante e ingrato? Por quê sempre caluniar Deus e o Santuário? Será que não havia nada além de enganadores entre os sacerdotes? Será que não se podia encontrar homens honestos e sinceros entre os Hierofantes de Ceres ou de Diana, de Dionuso ou Apolo, de Hermes ou Mithras? Estariam estes, então, enganados como os outros? Quem, então, os enganava constantemente, sem se traírem a si mesmos, durante uma série de séculos? – pois os enganos não são imortais! Arago disse que, fora da pura matemática, falta prudência e bom-senso a quem pronuncia a palavra “impossível”.[…] O verdadeiro nome de Satã, dizem os cabalistas, é o de Yahveh invertido, pois Satã não é um deus negro, mas a negação de Deus. O Diabo é a personificação do Ateísmo ou Idolatria. Para os Iniciados, ele não é uma Pessoa, mas um Força criada para o bem, mas que pode servir o mal. É o instrumento da Liberdade ou Livre Arbítrio. Estes representam esta Força, que preside sobre a geração física, sob a forma mitológica e cornuda do DEUS PAN. E daí veio o bode do Sabbat, irmão da Antiga Serpente, e o condutor da Luz, ou Substância Fosforescente, do qual os poetas fizeram o falso Lúcifer da lenda.
Blasfêmia!!!
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Os Pagãos acusaram os Cristãos de adorar um asno, e não inventaram essa crítica, queveio dos judeus samaritanos que, comparando os dados da Cabala aos da Divindade nos símbolosegípcios, também representaram a Inteligência com a figura da Estrela Mágica adorada com onome de Remphan, a Ciência com o emblema de Anúbis, cujo nome trocaram para Nibbas, e a févulgar ou credulidade, na figura de Thartac, um deus representado por um livro, um manto e acabeça de um asno. De acordo com os Doutos Samaritanos, o Cristianismo era o reino de Thartac,Fé cega e credulidade vulgar erigidos a um oráculo universal e preferidos à Inteligência e à Ciência. Desordens morais produzem feiúra física e de alguma forma tornam reais aqueles rostosassustadores que a tradição associa aos demônios. Os primeiros Druidas eram os verdadeirosfilhos dos Magos, e sua iniciação veio do Egito e da Caldéia, isto é, das fontes puras da Cabalaprimitiva. Eles adoravam a Trindade sob os nomes de Ísis ou Hesus, a Suprema Harmonia;de Belen ou Bel, que em assírio significa Senhor, um nome correspondente ao de ADONAÏ; e de Camul ou Camaël, nome que na Cabala personifica a Justiça Divina.
Embaixo deste triângulo de Luz eles imaginavam um reflexo divino, também composto por três raios personificados: primeiro, Teutates ou Teuth, o mesmo que Thoth para os egípcios, o Mundo, ou a Inteligência formulada; em seguida, a Força e a Beleza, cujos nomes variavam tal como seus símbolos. Finalmente, completavam o Setenário sagrado com uma imagem misteriosa que representava os progressos do dogma e suas realizações futuras. Esta era uma jovem coberta por um véu, tendo uma criança em seus braços; e eles dedicaram esta imagem à “Virgem que se tornará mãe; Virgini pariturae”. Hertha ou Wertha, a jovem Ísis de Gaul, Rainha do Céu, a Virgem que daria à luz umacriança, segurava o fuso dos Destinos, preenchido com lã metade branca, metade negra;porque ela reina sobre todas as formas e todos os símbolos e tece os trajes das Idéias.
E, finalmente, o que ele pensa sobre os Cristãos. Veja os grifos:
A Maçonaria, como todas as Religiões, todos os Mistérios, Hermetismo e Alquimia, oculta seus segredos de todos exceto dos Adeptos e Instruídos, ou os Eleitos, e usa explicações falsas e interpretações equivocadas de seus símbolos para desorientar os que merecem apenas ser enganados, e para esconder a Verdade, que chama de Luz, dessas pessoas, para mantê-las longe dela.[…] Os Professores, mesmo os da Cristandade, são, em geral, os mais ignorantes do verdadeiro significado do que eles ensinam. Não existe livro do qual tão pouco se saiba quanto a Bíblia. Para a maioria que a lê, é tão incompreensível quanto o Sohar.[…] A círculo envolvendo o ponto central, ele mesmo desenhado entre duas linhas paralelas, figura puramente cabalística, essas pessoas adicionaram a Bíblia superposta, e até levantaram sobre ela a escada com três ou nove voltas, e então deram uma interpretação desenxabida do todo,tão profundamente absurda que chega a causar admiração.
Pronto, quem puder se manifestar sobre os escritos do Albert Pike, fique a vontade. E se alguém me acusar de citar fora de contexto, todos podem verificar por si mesmos, acessando no link e lendo o livro do arquiherege Albert Pike. Finalizo perguntando: A Maçonaria é uma Religião? É compatível ser Cristão e Maçom?
Por Walson Sales
fonte:http://www.cacp.org.br/um-cristao-pode-ser-macon/

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