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Geoengenharia: até onde podemos ir para salvar a Terra?

Soluções esbarram em questões éticas e políticas ligadas às incertezas sobre os efeitos colaterais da intervenção deliberada no delicado e...

Soluções esbarram em questões éticas e políticas ligadas às incertezas sobre os efeitos colaterais da intervenção deliberada no delicado ecossistema terrestre


Mão segurando globo terrestre
Intervenção radical: apesar de não receberem acolhida, projetos de geongenharia se multiplicam
São Paulo – Uma das surpresas do quinto relatório do IPCC, o painel de experts em clima da ONU, divulgado ontem, foi a menção à Geoengenharia, que engloba os esforços em usar a tecnologia para manipular o meio ambiente e o sistema climático a fim de combater oaquecimento global.
No documento de 32 páginas chamado “Sumário para tomadores de decisão”, os especialistas citam a técnica de Gerenciamento da Radiação Solar (SRM, na sigla em inglês), que envolve refletir raios solares de volta para o espaço antes que antinjam a Terra, e outra chamada de Remoção de Dióxido de Carbono (CDR, na sigla em inglês), que retira CO2 do ar.
Em geral, as propostas esbarram em questões éticas e políticas ligadas às incertezas sobre os efeitos colaterais de intervenção no delicado ecossistema terrestre. “Evidência limitada impede uma abrangente avaliação quantitativa da gestão da radiação solar de ambas as técnicas e seus impactos sobre o sistema climático”, diz um trecho, completando em seguida: “métodos de CDR e SRM podem provocar efeitos colaterais e de longo prazo com conseqüências em escala global”.
Outra crítica é de que tais soluções funcionariam como um passe livre para poluidores continuarem com suas altas emissões de gases efeito estufa a partir da queima de combustíveis fósseis. Mas uma pergunta se faz urgente: até onde podemos interfirir para remediar um problema que criamos? O relatório aponta o homem como prinicipal responsável pelo aquecimento desde a era industrial.
Apesar de não receberem grande acolhida, os projetos radicais de geongenharia se multiplicam  – mas, claro, apenas em escala laboratorial e quando isso é possível. Conheça algumas dessas técnicas controversas.
Reproduzir o efeito de erupções vulcânicas
Entre as medidas estudadas está, por exemplo, o bombeamento de toneladas de aerossóis de enxofre na estratosfera que, por reação química natural, ajudaria a refletir a radiação que incide no planeta de volta para o espaço, reduzindo assim a temperatura média da Terra. O custo para o uso dessa técnica de SRM foi até estimado – cerca de 5 bilhões de dólares por ano, segundo cálculos de pesquisadores, divulgados na publicação científica Environmental Research Letters.

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